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Tentaremos não nos esquecer

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Tentaremos não nos esquecer, 2015

71 videos exibidos um por dia durante os 71 dias de exposição

Durante os 71 dias da exposição Volátil, no Museu de Arte Brasileira (MAB), um vídeo diferente era exibido diariamente em loop. O começo de todo o vídeo iniciava com um número que operava como um calendário afetivo que marcava o tempo restante da mostra.

 

Os vídeos funcionavam como páginas de um diário de despedida, cartas íntimas dirigidas a alguém que está prestes a partir. Essa contagem melancólica instaurava um sentimento de antecipação da ausência, revelando a inevitabilidade do fim. Seja de uma presença, de uma exposição ou de um ciclo.

 

O trabalho colocava em tensão o pessoal e o coletivo, a espera e a perda, evocando um tempo suspenso. A repetição diária criava um ritual, transformando o museu em um espaço de vigília silenciosa, onde o tempo era medido não por datas, mas por afetos em contagem regressiva.

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