O mergulho de Naïa

O mergulho de Naïa, 2025
Vidro, metal, gesso, cerâmica e fragrância da floração feminina e masculina da Vitória Régia.
Beco do Pinto - Museu da cidade de São Paulo
Criada para o Beco do Pinto | Museu da Cidade de São Paulo, O mergulho de Naïá é uma instalação que investiga o universo simbólico, temporal e sensorial da vitória-régia, planta amazônica que habita o limiar entre água e céu, luz e escuridão, feminino e masculino. Seu ciclo de floração, que se desdobra ao longo de duas noites, alternando cor, gênero e perfume, estrutura a obra como uma coreografia entre tempo, transformação e presença.
Ao ocupar os desníveis do espaço arquitetônico, a instalação convida o público a um mergulho sensorial entre folhas, flores, botões, sombras e cheiros, evocando tanto o ritual botânico da polinização quanto a fábula tupi de Naïá, jovem que se lança às águas ao tentar alcançar o reflexo da lua. Entre mito, erotismo vegetal e experiência olfativa, a obra propõe o cheiro como linguagem para pensar amor, desejo, finitude e a coexistência entre nascimento e perda.
Curadoria de Ana Carolina Ralston.





